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O sínodo da nova evangelização - Por Dom Orlando Brandes

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Sínodo é um encontro especial de bispos de mundo inteiro no Vaticano para avaliar e projetar a missão evangelizadora da Igreja. O tema do Sínodo de 2012 foi: “A nova evangelização para a transmissão da fé”. A Igreja volta-se para os problemas, crises e apelos que a envolvem hoje e, ao mesmo tempo, reflete sobre as soluções, respostas, estratégias e esperanças evangelizadoras.

O sínodo impulsionou a missão, trouxe ânimo apostólico, reavivou a coragem, a audácia, a criatividade missionária. Almeja-se uma Igreja mais parecida com a Igreja primitiva, ou seja, uma Igreja filial, fraterna, próxima do povo, acolhedora, aberta ao mundo, humilde, despojada, audaz e feliz. Isso só será possível a partir de Cristo Jesus e de uma conversão radical. Só uma Igreja evangelizadora é que evangeliza.

Vários padres sinodais pediram mais humildade, mais simplicidade, mais espiritualidade por parte dos evangelizadores. Assim o diálogo com o mundo mais frutuoso. Não só de regras, ritos, teologias, instituições, estruturas. Em primeiro lugar está o encontro com Cristo, o encantamento pelo evangelho, a experiência do amor de Deus. Eis a novidade que despertará a curiosidade do mundo. Os santos e mártires são estímulos para a nova evangelização. Eles lutam para ser pobres e humildes. Nós não podemos querer ser ricos e importantes, disse um padre sinodal.


No mundo atual não existe só um vazio de Deus, mas também uma saudade, um desejo, uma procura, uma necessidade. Diversos padres sinodais apontaram a renovação da paróquia, a valorização das pequenas comunidades, a prioridade da família, a espiritualidade sacerdotal e o envolvimento de todos os católicos como condições necessária para a nova evangelização. Grande ênfase foi dada à visitação das casas, à catequese de iniciação cristã, à animação bíblica de toda a vida da Igreja, ao diálogo interreligioso, à opção pelos pobres como bússola para a nova evangelização.

Sem dúvidas, o Ano da Fé, o estudo dos documentos conciliares e do catecismo muito contribuirão para o reavivamento, o entusiasmo, o ímpeto evangelizador. Precisamos superar o imobilismo, a burocracia, as estruturas, ultrapassadas, o cansaço, a rotina que são entraves e obstáculos à evangelização. Nem o pessimismo, muito menos a volta ao conservadorismo e ao tradicionalismo, são propostas sinodais para evangelização. Estas tentações se manifestam em diversos setores da Igreja. Não foi esta a indicação do sínodo. Em síntese, toda a Igreja recebeu um reforço e ânimo missionário fundamentado na palavra de Deus, na celebração dos sacramentos e no serviço à caridade.

Nova evangelização supõe nova mentalidade, nova cosmovisão, novo coração, novas lideranças, novo jeito de ser cristão. Estamos longe de uma consciência e espírito missionário que envolva todos os nossos fieis. Estamos muito arraigados na sacramentalização para a manutenção da pastoral, o que se almeja é uma pastoral da missão, não apenas da conservação. Daí a urgência da conversão pastoral que perpasse todas as dimensões da Igreja, ou seja, a conversão pessoal, comunitária e institucional. Nova evangelização equivale a uma revolução espiritual e pastoral.

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

 



Última atualização ( Ter, 07 de Maio de 2013 17:19 )  

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